O biquíni faz sessenta anos
Criado em 1946 por Louis Reard, um engenheiro de automóveis que herdou um estabelecimento de lingerie, propriedade da mãe no centro de Paris, o biquini veio revolucionar o mundo, e a forma como as mulheres se apresentavam nos meios balneares. Sob um rasgo de imaginação, Louis Reard desenvolveu um fato de banho separado em duas peças, a que denominou bikini, um atol do pacífico utilizado pelos norte-americanos para efectuarem experiências atómicas.
As primeiras reacções foram de censura, imoralidade e perversidade por parte do Vaticano, que proibiu o uso da peça de vestuário. A Itália seguiu o exemplo, assim como Portugal, Espanha e França, assim como na Alemanha.
Numa época em que as mulheres se tentavam afirmar, em que foram revolucionárias, e em que se mudavam os costumes, este acontecimento deu azo a feministas e senhoras independentes se pronunciarem ainda mais.
Marilyn Monroe e Rita Hayworth foram filmadas e fotografadas com a nova peça de moda, o que levou a que muitas mulheres aderissem a esta nova prática, mostrando ao criador, de início descontente com a invenção, que era uma ideia fantástica.
Actualmente quase toda a população feminina, principalmente jovem, utiliza o biquini nas praias e piscinas, embora em Portugal esta vestimenta só tivesse sido autorizada em 1947. Os tão afamados biquinis brasileiros e o modo como as brasileiras o desfilam tornam-nos famosos e são hoje considerados grandes produções de moda.
